Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 19/08/2024
Na obra de Tommaso Campanella, “A Cidade do Sol”, é retratada uma sociedade livre de mazelas, a qual é administrada pelos cidadãos iluminados pela razão. Em contraste à obra do autor, é notório que há uma falta de incentivo a adoção de animais de estimação. Isso se dá, devido alguns fatores, sendo eles: o silenciamento midiático e a aquisição desses animais por meio do capital.
Nesse quadrante, deve-se apontar a falta de abordagem por parte da mídia como causa para o entrave. De acordo com o IBGE, indivíduos que não possuem um animal de estimação no lar tem 60% a mais de probabilidade de desevolverem doenças cardiovasculares. Nesse viés, nota-se a importância para a saúde humana a companhia de um animal. Todavia, esse tema não é amplamente conhecido e nem divulgado com frequência nas plataformas digitais, o que tem tardado a resolução da problemática e contribuído para a pernanência desse cenário.
Além disso, compreende-se a compra de animais de estimação como uma das principais causas para o impasse. No filme “A Dama e o Vagabundo”, é apresentado o personagem vagabundo como um vira-lata abandonado e solitário, também em certo momento, o animal é levado para o canil, onde sofre maus tratos. Fora da ficção, esse cenário é verossímil com a realidade brasileira, haja vista que uma grande parcela dos animais de rua encontram-se malcuidados e carentes, todavia, ainda, com a liberdade de serem resgatados e adotados. Logo, as escolas deverão agir ativamente diante dessa situação.
Portanto, fica evidente que mudanças são cruciais para a atenuação da atual conjuntura do Brasil. Dessa forma, cabe a mídia - responsável pela influência e disseminação de ideias na atualidade - tornar conhecido a importância da adoção de animais, por meio de propagandas e anúncios, a fim de que mais animais passem a possuir um lar e serem bem cuidados. Concomitantemente, convém que as escolas - principal formadora de cidadãos - promovam o incentivo do acolhimento de animais, por intermédio de palestras informativas e rodas de conversa, com o mesmo fito. Somente assim, a realidade brasileira poderá aproximar-se da obra de Tommaso Campanella.