Razões para incentivar a adoção de animais de estimação

Enviada em 14/08/2024

Promulgada em 1988, a Constituição Federal vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, as razões para incentivar a adoção de animais de estimação e suas consequências, como combater a criação comercial e os maus-tratos e possíveis dificuldades de socialização, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu: “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasiliano sobre combater a criação comercial e maus-tratos destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação de muitos animais são criados em condições inadequadas, muitas vezes sem os cuidados de saúde e o espaço necessários.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da dificuldade de socialização contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que alguns animais que sofreram maus-tratos podem ter dificuldades em socializar com outros animais, crianças ou até mesmo adultos.

Portanto, entende-se que as razões para incentivar a adoção de animais de estimação é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.