Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 19/08/2024
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta diária pela adoção de animais de estimação, que, muitas vezes, enfrentam abandono e maus-tratos, encontrando obstáculos no caminho para um lar seguro. Essa problemática se desenvolve não só devido à negligência social e governamental, mas também à falta de conscientização e empatia da sociedade em relação ao sofrimento desses seres.
Em primeiro plano, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater o abandono e promover a adoção. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos são dignos e têm direitos que devem ser garantidos pelo Estado. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, onde a baixa operação das autoridades permite que milhões de animais continuem sem lar, sem amparo e sem esperança. Urge, portanto, a reformulação dessa postura estatal para que esses seres possam ter a chance de viver com dignidade.
Ademais, a falta de conscientização da população sobre os benefícios da adoção também é promotora do problema. De acordo com o IBGE, há mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, e muitos desses animais poderiam encontrar amor e cuidado se houvesse maior conscientização. Essa desinformação perpetua o cenário, pois muitas pessoas preferem comprar animais, incentivando o comércio ilegal e desconsiderando as necessidades daqueles que já sofrem nas ruas. Assim, a falta de conscientização e empatia contribui para a manutenção desse quadro alarmante.
Portanto, é essencial a atuação estatal e social para superar esses obstáculos. O Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, será revertido em campanhas educativas, promovendo a conscientização sobre a adoção. Dessa forma, será possível construir um Brasil mais consciente e justo, onde todos os seres possam viver em harmonia.