Razões para incentivar a adoção de animais de estimação

Enviada em 13/08/2024

A alteridade é o exercício de se colocar no lugar do outro, percebendo-o como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se que na questão da adoção de animais de estimação falta a aplicação desse conceito por parte dos poderes públicos, o que provoca inúmeros problemas à coletividade. Assim, é imperioso o debate disso, com foco em educação da população e políticas públicas efetivas.

Inicialmente, urge salientar que a relação casuística da adversidade se dá pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social, a imposição da ordem e das garantias naturais ao indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca a adoção de animais de estimação a partir do momento em que ele não efetiva o direito à informação e educação sobre a importância da adoção e do cuidado com animais. Com isso, a cidadania é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.

Outrossim, torna-se imprescindível referenciar Séneca, grande filósofo do Império Romano, que, uma vez afirmou “Não estudamos para a vida, mas para a escola.” Todavia, quando se adentra a realidade hodierna, as escolas, uma das principais ferramentas de formação de opinião, não abordam com a devida profundidade a questão da responsabilidade social e do cuidado com animais, o que resulta em uma sociedade pouco consciente e sensível às necessidades dos animais abandonados. Dessa forma, as crianças se tornam adultos desfamiliarizados com a adoção de animais de estimação.

Destarte, fica evidente que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os Interlocutores da informação, como noticiários televisivos e canais da imprensa em outras plataformas, devem promover a relevância sobre a adoção responsável de animais, por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de conscientizar a população sobre os benefícios da adoção e do cuidado com animais abandonados. Logo, a adoção de animais de estimação será intermediada no século XXI.