Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 18/08/2024
De acordo com o Artigo 225 da Constituição de 1988, em seu inciso VII, é estabelecido que é dever do poder público proteger a fauna e impedir práticas que submetam os animais à crueldade. Em contraposição, percebe-se que tal dever encontra-se deturpado diante da falta de incentivo à adoção de animais de estimação. Desse modo, infere-se que a falta de conscientização sobre a importância do cuidado com os animais e o abandono crescente de animais coadunam-se no agravamento do revés.
Diante desse cenário, é lícito pontuar a falta de conscientização sobre a importância do cuidado com os animais como impulsionador da problemática. Segundo o filósofo Peter Singer, em sua obra “Libertação Animal”, a consideração ética em relação aos animais é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e empática. No entanto, a falta de campanhas educativas e a ausência de políticas públicas efetivas têm contribuído para a perpetuação da negligência e do abandono de animais de estimação. Por conseguinte, essa falta de conscientização resulta em um aumento significativo de animais abandonados, o que agrava o problema e compromete o bem-estar dos animais e da sociedade.
Outrossim, é necessário pontuar o abandono crescente de animais como colaborador do entrave. Assim, o conceito de responsabilidade social destaca a obrigação moral dos indivíduos em garantir o bem-estar dos seres vivos. Entretanto, a negligência dessa responsabilidade leva ao aumento do abandono, muitas vezes por razões como mudanças de residência ou dificuldades financeiras. Exemplos disso são os números crescentes de animais em abrigos, muitos dos quais acabam sacrificados por falta de recursos. Consequentemente, essa situação perpetua o ciclo de superlotação em abrigos e maus-tratos, prejudicando a sociedade e os animais.
Em suma, é necessário que o governo, em parceria com ONGs e instituições de proteção animal, promova campanhas educativas e políticas públicas de incentivo à adoção responsável, por intermédio de programas de conscientização e apoio financeiro a abrigos, a fim de reduzir o abandono e promover o bem-estar dos animais. Assim, os direitos garantidos pela Constituição de 1988 serão cumpridos.