Razões para incentivar a adoção de animais de estimação

Enviada em 16/08/2024

É notório afirmar que a Constituição Federal, de 1988, visa garantir os direitos de todos os cidadãos brasileiros, conforme prevê o artigo 6°. Entretanto, em pleno século XXI, observa-se que, na questão das razões para incentivar a adoção de animais de estimação, ela não é bem aplicada, o qual gera inúmeros impactos a sociedade. Logo, é indispensável o debate sobre isso, com o foco em compreender as causas, analisar as consequências e buscar perspectivas para a população afetada.

Diante desse contexto, percebe-se a presença de diversos fatores que contribuem para este desafio. Algumas famílias desistem da adoção de animais devido a problemas de comportamento, como agressividade, ansiedade ou dificuldade em se adaptar ao ambiente doméstico. Além disso, - por vezes -algum membro da família pode não simpatizar com o animal, devido a motivos como alergias, medo, responsabilidades, estilos de vida e crenças culturais, podendo influenciar na decisão de não adotar o pet.

Ademais, as consequências da não adoção de animais de estimação podem trazer impactos significativos. Quando não adotados, a população de rua aumenta ; isso pode levar à disseminação de doenças (potencialmente) para os seres humanos. Além do mais, o abandono deles contribui para a superpopulação dos animais de rua ; estes podem causar impactos negativos no meio ambiente, como danos à fauna local e à vegetação. Segundo o Instituto Pet Brasil, o país possui 184.960 pets abandonados ou resgatados por maus-tratos, sob a tutela das ONGs e grupos de protetores ; 96% são cães, enquanto os outros 4%, gatos.

Portanto, torna-se fundamentais as criações de alternativas visando amenizar o impasse citado. Para isso, os governos municipais e organizações protetoras de animais devem implementar um programa de incentivo e apoio à adoção desses animais. Deve ser implementado de forma contínua, com ações regulares ; além do mais, é necessário ofertas de descontos na aquisição de insumos básicos (ração, por exemplo) para novos tutores. Isso deve ser feito através de parcerias entre o Poder Público, organizações de protetoras e redes veterinárias. A partir da solução desse problema, o Brasil poderá ser - de fato - uma nação livre, justa e solidária.