Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 27/04/2018

A questão da previdência social Brasileira nunca foi dada a devida importância. Discussões governamentais em torno da mesma só se tornaram expressivas após a imersão do país em uma profunda crise, gerada sobretudo pelas desigualdades de renda, que mostrou suas feições através de um rombo previdenciário de 268.8 bilhões, como revelou o portal G1. Dados como esse evidenciam a urgente necessidade de se promover reformas mais igualitárias no sistema de aposentadorias do país.

Nesse contexto, averigua-se, mediante levantamentos elaborados pelo site Notícias Brasil, que há uma discrepância gritante nos salário previdenciários de servidores públicos e privados. De acordo com à pesquisa, enquanto a média de  remuneração do setor privado é 1600, o do setor público é de nove mil. Esse valor equivale a uma diferença intermediária espantosa de 7.400 reais. Nessa conjuntura, em que todos  são iguais, mas um são mais iguais do que outros, surge um complexo previdenciário caótico que também prejudica outras esferas públicas. Além das desigualdades, o aumento da expectativa de vida somada a paulatina queda do bônus demográfico também geram conturbações no modelo pensionista hodierno, podendo levar a sua extinção.

Exposto isso, torna-se indiscutível a precisão de uma reforma previdenciária. Mas infelizmente, tais modificações têm sido adiadas devido à postura de alguns congressistas que preferem deixar as coisas como estão, visto que esse é um tema que atinge diretamente à sociedade, e pode comprometer algumas reeleições. Outro fator que tem tornado ainda mais morosa a emenda é a disseminação de notícias falsas em torno do que ela poderá trazer, dessa forma, a população acredita que a mesma lhe trará prejuízos quando na verdade trata-se de um tímido passo na conquista da igualdade, uma vez que engloba alterações nos benefícios dos privilegiados servidores públicos.

Logo, para que a reforma seja efetivada e a sociedade entenda que ela é necessária, é imprescindível que o Ministério da Cultura, viabilizado por verbas do Governo Federal, promova entrevistas com economistas qualificados e que expliquem os objetivos das mudanças e o porquê delas serem necessárias. Esses diálogos devem ser divulgados em todas as mídias sociais. Feito isso, o Ministério da Cultura e os meios de comunicação também precisam incentivar a população a ir às ruas pressionar os congressistas para que estes sancionem a reforma. Este estímulo pode ser feito por meio de campanhas em televisões, rádio e  mídias sociais, que revelem os motivos egoístas dos estadistas não se interessarem nas modificações previdenciárias.