Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 27/05/2018

Reformas previdenciárias

Desde o fim da segunda guerra mundial, principalmente, o desenvolvimento tecnólogio mundial cresceu de forma acelerada, por consequência, o desenvolvimento de técnicas e equipamentos medicinais contribuiram de forma decisiva para o envelhecimento da população mundial, dando a oportunidade de tratamentos para doenças que antes levariam ao óbito. Entretanto, o aumento do tempo de vida e a diminuição de taxa de natalidade brasileira, devido a diversos fatores como por exemplo o custo de vida, vem se refletindo na pirâmide etária da população, diminuindo o comprimento da base e aumentando o topo da mesma. Desde modo, o sistema previdenciário brasileiro, está começando a ficar cada cada vez mais desequilibrado, com relação a entrada e saída de dinheiro.

O envelhecimento da população é uma característica já prevista em todos os países do mundo, por essa razão muitos países considerados desenvolvidos e com uma porcentagem alta de pessoas em idade avançada, começaram a realizar reformas no sistema previdenciário, como é o caso da França e do Japão, entretanto, como a reforma mencionada é de difícil aceitação para a população, esses países realizaram reformas pouco a pouco, criando a ilusão na população de que o sistema estava sendo melhorado e não que o governo estava retirando direitos da população, por conseguinte, os países que realizaram essas reformas pouco a pouco, tem um sistema atual previdenciário saudável, que até mesmo gera lucro, como é o caso do Japão. Em contraste, há a Grécia tentou por diversas vezes realizar a reforma da previdência de uma única vez, deixando a sensação para população grega de que eles estavam perdendo os direitos, desse modo, as reformas tentadas não foram finalizadas, em razão da pressão popular contra as mudanças propostas, logo, atualmente o país está quebrado financeiramente e a situação não está deteriorando mais, em razão da grande ajuda monetária da União Européia.

O Brasil, hoje, em virtude do envelhecimento da população, tem um grande deficit nas contas da previdência, o que coloca o país em um momento, importante, de decisão, ou o país faz a reforma da previdência o mais rápido possível, ou o país irá pelo mesmo caminho que a Grécia esté trilhando, mas com o agravante de que o maior país da América Latina, não tem aliados com um poder financeiro forte o suficiente para ajudar o país financeiramente. Assim sendo, os políticos do âmbito federal brasileiro, devem realizar a reforma da previdência de forma escalonada, como muitos países fizeram, além de proficionalizar e criar fundos de pensão, como o PREVI (Fundo de pensão do Banco do Brasil), que investe o dinheiro arrecadado, nos dias atuais, para garantir as pensões do futuro.