Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 18/06/2018

O nascimento de medidas análogas à previdência social vem desde o segundo reinado, onde eram beneficiados os trabalhadores importantes ao império. No final do século XX, se iniciou a terceira fase da transição demográfica, que, junto com as isenções fiscais, configuraria uma problemática futura para a securidade. Com isso, surge a discussão da reforma da previdência, a cujas novas regras podem ser aplicadas.

O crescimento da população idosa se mostra como o principal fator contribuinte à problemática, pois isso faz com que a população economicamente ativa não consiga sustentar ela, gerando contas que chegam a ser, de acordo com o Ibge, cerca de 4% do Pib brasileiro. De acordo com Johann Goethe, a maior necessidade de um estado é a de governantes corajosos. Isso explica o fato de que, mesmo com uma população idosa maior que a do Brasil (Segundo o wikipedia), a França conseguiu estabilizar sua previdência, utilizando seus cofres públicos de maneira devida.

Outrossim, destacam-se as isenções fiscais concedidas às empresas privadas por intermédio do poder executivo. Muitos conglomerados não contribuem com o inss, fazendo o déficit previdenciário crescer ainda mais. De acordo com Jean Jacques Rousseau, a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos. Parafraseando o autor, é possível perceber que as mudanças devem ser aplicadas em concondância com toda a sociedade, o que não é uma realidade nesta questão.

É possivel observar que a problemática está intrinsecamente ligada aos gastos feitos, irresponsavelmente, pelo governo. Sendo assim, deve-se acabar com as isenções fiscais concedidas às empresas, fazendo com que o rombo na previdência diminua consideravelmente. É necessário, também, trazer mudanças a como são utilizados os cofres públicos, acabando com os super-salários do legislativo, melhorando a infraestrutura das obras públicas e diminuindo a famosa corrupção.