Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 30/08/2018
A Previdência Social no Brasil tem sido afetada com um déficit que representa até 2,3% do PIB do país, uma vez que a taxa de natalidade tem caído e a expectativa de vida aumentado. Com isso, o número de jovens que são responsáveis pela substituição da mão de obra no mercado não acompanha o de idosos.
É possível afirmar que o sistema previdenciário necessita de mudanças, toda via a reforma que tramita no senado se estabelece de forma cruel e irracional, uma vez que a mesma propõe que a idade mínima para ter direito a aposentadoria seja de 65 anos para homens e mulheres, bem como o tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 25 anos.
Relativo a idade mínima igualitária para ambos os sexos, as mulheres ainda hoje cumprem a chamada ‘dupla jornada’ - quando além de assalariadas, cuidam dos serviços domésticos -, o que as coloca em desvantagem. É válido ressaltar que pesquisa realizada em 2014 pelo IBGE mostra que 22% dos brasileiros não chegam aos 65 anos de idade, com isso, muitos daqueles que contribuem durante anos não poderão desfrutar dos direitos assegurados pelo INSS.
Com base nos argumentos supracitados, é necessária a apresentação por parte do governo de uma proposta menos radical, incluindo o tempo mínimo de contribuição de acordo com a expectativa de vida do brasileiro e que não atinja a população menos favorecida como, por exemplo, é o caso das mulheres no cenário. Ainda é de suma relevância que o estado no corpo da comissão de investigação institua inquérito afim de sondar violações na administração da Previdência, bem como a criação de novos empregos se faz importante para que jovens possam substituir a mão de obra no mercado, consumando assim a problemática.