Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 18/10/2018
Muito se tem discutido sobre a proposta de reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional. Por mais que uma expressiva parte da população tenha se mostrado contra as alterações no sistema previdenciário brasileiro, tais mudanças são fundamentais e imprescindíveis para o futuro do país, em virtude da falta de planejamento e emprego inadequado dos recursos destinados aos aposentados.
Em primeira análise, cabe pontuar que, a atual crise do sistema previdenciário deve-se sobretudo, à crise econômico que atingiu o país, de modo que, causou um número elevado de desempregados e diminuiu drasticamente o número de contribuintes. Outro fator intensificante, é o fato de que, as pessoas de aposentam muito cedo no Brasil, média de 58 anos de idade, número menor ainda para os que se aposentam por anos de contribuição, chegando à uma media de 53 anos para as mulheres. Em contrapartida, países com Grécia tem idade média de aposentadoria de 67 anos, e Estados Unidos com 66 anos, de modo a evidenciar a necessidade de uma reforma previdenciária.
Além disso, tal cenário tende a piorar. A perspectiva de envelhecimento da população brasileira aumentará ainda mais os gastos do governo com a Previdência. Projeções do IBGE dizem que, em 33 anos, pessoas idosas representarão um terço da população brasileira, assim, se as regras em vigor forem mantidas, as despesas com a Previdência equivaleriam 23% do PIB nacional em 2060 - percentual recorde, superior à de qualquer país do mundo. Além disso, as arrecadações do governo seriam insuficientes para pagar tal dívida, o que obrigaria a elevação das já altíssimas tributações. Segundo Mansueto de Almeida, se as regras da Previdência não forem alteradas o governo federal se transformará em mero pagador de aposentadorias e pensões.
Devido aos aspectos supracitados, vê-se que é necessário que o Ministério da Economia divulgue propagandas publicitárias que elucidam os motivos de se propor uma reforma publicitária a fim de obter apoio nas mudanças que a longo prazo será benéfica a todos. Além disso, é importante que o Ministério da Educação incentive, com aumento da oferta de cursos, as pessoas mais velhas a obterem especializações de trabalho, para que eles alcancem a idade mínima de aposentar estavelmente empregados.