Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 26/10/2018
REFORMA INEVITÁVEL
Com atual cenário dos cofres públicos brasileiros é indubitável que o Brasil precisa urgentemente de uma reforma previdenciária. Sob esse viés, deve ser dada a importância aos meios que solucionem o problema e também que não afetem negativamente a população economicamente ativa(PEA) atual.
Antes de tudo, é importante lembrar que a taxa de fecundidade brasileira tem declinado anos após anos e isso pode representar um grande impacto com relação a diminuição de jovens no mercado de trabalho no futuro. Isso quer dizer que haverá menos jovens para contribuir com o sistema previdenciário nacional, que segundo o Instituto de Geografia e Estatística(IBGE), atualmente o sistema dispõe de nove indivíduos para a arcar com o salário de um idoso, mas com a diminuição da natalidade, estima-se que até 2050 haverá menos de dois trabalhadores na ativa para cada aposentado, ocasionando um desequilíbrio no sistema previdenciário, caso não seja consagrada uma reforma.
Além disso, é necessário pensar em uma reforma negociada e racional para que isso não seja prejudicial para o conjunto de cidadãos ativos da era atual. A respeito disso deve ser levado em consideração o local de residência desses indivíduos, visto que a qualidade de vida difere de estado para estado, como por exemplo, a cidade de Florianópolis que tem como base na expectativa de vida oitenta e dois anos, enquanto que em outras cidades é de setenta e um anos, como é o caso de Alagoas. Sendo assim, a nova previdência deve ser feita de forma rigorosa, visando uma idade mínima compatível com a atual demografia do país e de acordo com a expectativa de vida nas cidades.
Portanto, fica evidente que o país precisa imediatamente de uma reforma previdenciária. Porém é necessário analisar alguns pontos antes de concretizá-la, como por exemplo, o Governo deve dá uma atenção especial para a diferença de expectativa de vida nos estados brasileiros, buscando não sobrecarregar economicamente a população de baixa renda, deve também combater a sonegação de impostos, aumentando a fiscalização tributária e endurecer as leis contra devedores da União, e por fim, fazer uma ampla discussão com a sociedade sobre os verdadeiros privilégios da Previdência e o seu papel redistributivo, ou seja, fazer com que a população entenda que esse sistema também é uma maneira que o Estado possui para combater diversos problemas sociais, tais como pobreza e a desigualdade social.