Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 25/04/2019
Após a transição demográfica, fenômeno pós Revolução Industrial, as populações de todo o globo passaram e ainda passam por um envelhecimento populacional, fato presenciado no Brasil. Tal processo culminou em um déficit na previdência brasileira e em propostas de reformas necessárias que, devido ao mau gerenciamento tornaram-se emergenciais.
Primordialmente, o déficit da previdência ultrapassa os 190 bilhões de reais e é atribuído a diminuição da população economicamente ativa, aumento da expectativa de vida média e da informalidade presente no mercado de trabalho. Logo, a reforma de tal sistema faz-se estritamente necessária e sua crise eminente torna-a emergencial, conduzindo o governo a uma reforma brusca e radical.
Todavia, tal reforma poderia ocorrer de maneira gradual que não prejudicasse a população caso órgãos como o INSS fossem melhor administrados ao longo dos anos, com o intuito de minimizar problemas como os atuais. Por exemplo, nos últimos 10 anos o país perdoou mais de 170 bilhões de reais em dívidas, valor correspondente a aproximadamente 85% do déficit da previdência, este que estima-se ter surgido em 2015 enquanto a proposta de reforma só foi aprovada na CCJ em 2019.
Portanto a reforma da previdência, necessária e emergencial devido à má gestão, deve ser flexibilizada pelo Ministério Público e o INSS através da cobrança de dívidas que diminuiriam o déficit, ajudando assim a tornar a reforma menos brusca. Dessa forma a população, ao se deparar com uma mudança flexível e gradual, poderia adaptar-se a ela e gerar menos represálias ao governo.