Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 30/06/2019
Assim como na França que apresentou alguns déficits ano após ano e por consequência obteve mudanças no sistema previdenciário em 2013, o Brasil se encontra na mesma situação. Esse fator ocorre por diversos motivos, entre eles estão: A queda de natalidade e os “supersalários”. Com tal cenário, o governo necessita promover uma reforma da previdência, a fim de equilibrar os gastos, entretanto, as mudanças apresentadas podem trazer alguns óbices para a classe dos trabalhadores.
Segundo o IBGE, em 1950, a taxa de natalidade no Brasil era de aproximadamente 44%, em 2015 o valor diminuiu para 14%. Essas circunstâncias se deram por temas como o alto custo de vida que o povo enfrenta e pela urbanização que começou a ser acelerada a partir de 1954 por causa da “política desenvolvimentista” do governo Juscelino Kubitschek. Ademais, a utilização de métodos contraceptivos é uma causa marcante diante desse tema, assim como a falta de segurança qualificada no país, o que leva os indivíduos a terem medo de criar os seus filhos.
Além disso, os “supersalários” colocam em desequilíbrio a economia e justiça, pois, apesar de os impostos de 2,1 trilhão serem direcionados para saúde pública, educação também, a previdência fica com boa parte desse dinheiro, em torno de 730 bilhões mal distribuídos entre os aposentados. Isso se da devido á algumas pessoas com cargos mais renomados como militares receberem um salário mais alto. Adicionalmente, a reforma promete aumentar a idade mínima para aposentadoria, apenas ganharão 100% do salário do INSS aqueles que contribuírem por 40 anos. Vale ressaltar também que a expectativa no Brasil é de em média 76 anos e o previsto é que as pessoas se aposentem em torno de 83 anos, o que reforça que muitas pessoas irão a falecer antes mesmo de conseguir a aposentadoria.
Em sumo, o dinheiro direcionado para a previdência, de fato é muito alto e causa dificuldades na economia, contudo, ainda há muitos erros na distribuição dos salários, a promessa que o governo havia feito é de “enxugar” o salário dos militares e em 10 anos economizar em torno de 92 bilhões, porém, segundo a matéria do UOL, economizarão apenas 10,45 bilhões, o que ainda é considerado um deficit. Portanto, é necessário que as pessoas leiam sobre essa reforma e pesquisem sobre tudo que a envolve e questionem os deficit causados pela má distribuição. Ademais, o governo deve ser justo, a fim de que os direitos dos trabalhadores não sejam tirados dos mesmos, independentemente de seus cargos, é necessário que haja uma revisão econômica nessa reforma para que isso ocorra.