Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 15/08/2019
A necessidade de se fazer uma reforma no sistema previdenciário no Brasil é um dos temas mais discutidos atualmente. A proposta é questionada pela população, e defendida por economistas e especialistas. Os principais motivos apresentados são o crescimento da expectativa de vida, a adoção de um sistema igualitário e o déficit do sistema previdenciário.
A expectativa de vida vem crescendo aceleradamente e, de acordo com o IBGE, atingiu 80 anos para mulheres e 73 anos para homens, em 2019. A tendência é que esses números continuem aumentando, aproximando-se dos países desenvolvidos. Outro fato é a diminuição da taxa de fecundidade que, segundo o IBGE, é de 2 filhos por mulher. Essas circunstâncias afetam o atual sistema que permite que o trabalhador se aposente com 30 anos de contribuição, sem ser necessário atingir uma idade mínima. Nessas condições, muitas pessoas receberão o benefício por mais tempo do que contribuíram, aumentando os gastos.
Por exemplo, uma mulher que começou sua carreira no mercado de trabalho aos 18 anos poderá se aposentar quando tiver 48 anos, e receberá a aposentadoria por aproximadamente 32 anos. O grande problema é que a população jovem é quem paga essa aposentadoria. E, ao passo que a população velha aumenta, a população jovem diminui, tornado impossível manter o sistema previdenciário da mesma forma sem criar dívidas ainda maiores que as atuais pealas quais o sistema está passando.
Portanto, a reforma do sistema previdenciário é importante em vários aspectos, especialmente para conter os gastos públicos e para isso estabelecer uma idade mínima é essencial. No entanto, deve-se considerar que cada profissão tem suas peculiaridades, e é imprescindível entender as condições de trabalhos e os riscos aos quais muitos trabalhadores são expostos em determinados campos de trabalho. Nesses casos, é indispensável a possibilidade de se ter uma aposentadoria com menos tempo de contribuição.