Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 15/08/2019

Com o passar dos anos, a restrição da taxa de crescimento significou que, o número de pessoas economicamente ativas que estão acostumadas a praticar alguma atividade econômica, onde faixa que vai aproximadamente dos 18 aos 65 anos, aumentou. Podemos firmar que quanto mais a população vai envelhecendo, menos ela está apta a trabalhar e causar renda.

Desde o início da Idade Moderna, esta população era deixada à própria sorte, aumentando os índices de miséria e pobreza. Ao longo dos anos, os estados passaram a fazer uma espécie de poupança para cuidar deste núcleo de pessoas economicamente inativo, principalmente idosos, doentes e inválidos. Muitas pessoas hoje consideram a previdência social como um grande problema por gerar muitos custos para a máquina pública, porém, o problema de fato, começa quando o sistema e a economia não é forte o suficiente para pagar a própria previdência. O caso do Brasil é bastante dramático, pois a renda per capta é muito baixa, e a população economicamente inativa vai passar a crescer cada vez mais.

Com tal cenário, o governo quer promover uma reforma da previdência capaz de amenizar o rombo dos cofres públicos e, ao mesmo tempo, não retirar esse direito das pessoas. O desafio é grande, já que é preciso garantir um contínuo crescimento econômico para que a conta feche.Partindo dessa perspectiva, acaba gerando enormes anomalias na sociedade, atingindo principalmente as camadas mais pobres. Com isso, o nível de informalidade e desemprego cresceu de forma surpreendente, fazendo com que as pessoas desfavorecidas não consigam contribuir. Além disso, esse cenário é ainda mais crítico quando se trata das mulheres, devido a jornada de dificuldade de introdução ao mercado de trabalho. Em virtude disso, aqueles que se encontram nessa situação desigual levariam mais tempo para se aposentar, ao eixo de realidade de outros que tiveram ocupação fixa durante a vida inteira.

Deste modo, por consequência, é necessário maior discussão acerca do tema, assim, o Congresso Nacional, juntamente com o Ministro da Economia, deve analisar o quadro socioeconômico do país, passando a cobrar impostos de órgãos isentos, bem como cobrar dívidas previdenciárias, a fim de diminuir o déficit. Ademais, as instâncias midiáticas, propulsoras e formadores de opiniões, devem promover programas e debates que mostrem os benefícios e malefícios dessas novas sanções, convocando profissionais das áreas de direito trabalhista e economia, com a finalidade de formular pensamento crítico.