Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 12/09/2019

É incontestável que toda mudança desconhecida ao indivíduo causa um certo desconforto e amedrontamento. No entanto, quando programada, estudada e esperada, esses sentimentos tornam-se amenizados. Assim, ao serem analisadas as propostas de reformas do sistema previdenciário no Brasil, é possível notar que o medo da maioria dos brasileiros está relacionado com algo desconhecido e, por isso, causa descontentamento. Nesse contexto, em uma época em que uma reforma é de suma importância para o cenário brasileiro, convém discutir as causa e consequências dessa problemática.       Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, segundo dados do Ministério da Economia, o rombo nos cofres públicos em 2019, decorrente do sistema previdenciário atual, será de 309 bilhões de reais. Tal fato possibilita dizer que uma mudança necessita ser aplicada com urgência para corrigir o defasado e obsoleto sistema vigente. Entretanto, essa medida tem de ser tomada com cautela e de forma igualitária entre todas as profissões – principalmente dentre os políticos – para que não haja favorecimentos e privilégios que causem aborrecimentos da população pagadora de impostos.       Ademais, muitos brasileiros ainda não compreenderam a real importância da aplicação de uma reforma, mesmo que igualitária, e o receio em sua aplicação é notório. Isso se dá, principalmente, pela falta de instrução financeira e entendimento econômico da população, pois, de acordo com a Associação Brasileira de Educadores financeiros (Abefin), mais de oitenta por cento dos trabalhadores não tem conhecimento algum sobre o assunto. Sob essa ótica, é lúcido dizer que o ensino dessa competência é essencial para a compreensão do povo sobre melhorias no sistema atual e garantiria ao Governo uma sobrevida financeira, pois, como já dito por Benjamin Franklin, “o investimento em conhecimento sempre paga os melhores juros”.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para reverter o quadro atual. Destarte, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas escolas e nas redes sociais que detalhem a importância e os benefícios de uma nova reforma da previdência, além de disponibilizar cursos online gratuitos de economia e finanças com o objetivo de estruturar o conhecimento financeiro da população e sensibiliza-la a respeito do problema que o país vive. Além disso, cabe ao Ministério da Economia a criação de uma proposta aceitável e sem privilégios de uma reforma da previdência que possibilite o crescimento econômico do país. Dessa forma, o Brasil daria mais um passo rumo ao progresso.