Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 23/10/2019

O sistema previdenciário é uma conquista do movimento dos trabalhadores a partir do século 19. Nos primeiros tempos das indústrias o normal era trabalhar até morrer. O modelo previdenciário atualmente no Brasil é deficitário, ou seja, as contribuições da população economicamente ativa não dão conta de todos os gastos do governo com os benefícios. Diante disso, o poder público acaba tendo que usar recursos que teriam outros destinos,isso em razão do envelhecimento populacional em consonância com a má distribuição da previdência.

A priori, é preciso destacar que o número de idosos na população traz consigo problemas que desafiam a previdência social.Conforme dados do IBGE, devido principalmente a urbanização e avanços tecnológicos, a expectativa de vida do brasileiro chegou a 76 anos e por conta dessas mudanças demográficas que o governo alterou as regras de idade mínima e tempo de contribuição. Certamente, ao longo dos anos, se as regras não mudassem teríamos menos gente pagando para a previdência e cada vez mais gente recebendo e por mais tempo.

Somado a isso, pode-se dizer que os privilégios com as superaposentadorias agravam o problema da previdência e desigualdade social. Nesse viés, o que se constata é uma pequena classe que é privilegiada como por exemplo membros do poder judiciário,poder legislativo em que aposentadorias tem valores bem superior a média da maioria dos aposentados e pensionistas. Com isso, providências em relação a diminuição de privilégios e a necessidade de uma política de melhorias dos mais desprovidos.

Infere-se,portanto,que o sistema previdenciário brasileiro não pode ser negligenciado.Para um maior equilíbrio das contas públicas e melhor distribuição de aposentadorias,urge que o Governo Federal implemente a nova reforma da previdência que terá economia de 800 bilhões em 10 anos para o país, para que esse montante seja melhor aplicado em saúde, educação e infraestrutura.Assim, será possível superar o quadro atual.