Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 08/03/2020
Em Atenas, a velhice era honrada, os homens a partir de 60 anos eram liberados de suas obrigações militares, logo após, eram realocados no conselho do regime aristocrata. Além de, por conta da sua experiência e pelo respeito à idade avançada, tornavam-se sucessores na formação da juventude. Na contemporaneidade, é comum as reformas no sistema previdenciário brasileiro, todavia, diferentemente de Atenas existe uma grande desvalorização da velhice, torna-se evidente a grande dificuldade em garantir a qualidade de vida da população idosa, devido à ineficiência das políticas públicas em administrar os impostos brasileiros. Além disso, por conta da baixa educação na sociedade, há um grande preconceito com os idosos, o que faz agravar ainda mais a situação.
Em primeiro lugar, um entrave é a ineficiência das políticas públicas em administrar os impostos brasileiros. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), somente em 2018, a receita bruta da previdência foi de 349 bilhões para pagar um total de 394 bilhões aos beneficiários, mostrando um déficit de 45 bilhões, no entanto, o INEP divulgou também que o Governo Federal arrecadou mais de um trilhão no mesmo ano. Desse modo, verifica-se que há verbas para garantir a valorização da população idosa. Além do mais, demonstra que há possibilidade de fazer uma reforma na previdência sem precisar fazer os idosos pagarem por isso.
Em segundo lugar, devido à baixa educação na sociedade, outro desafio enfrentado pela população com idade avançada é o preconceito, que afeta diretamente na desvalorização no sistema previdenciário. Além de tudo, diferentemente de Atenas, no Brasil existe uma mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se os idosos fossem um grande fardo para a sociedade. De acordo com o pensamento do filósofo e sociólogo Habermas, “incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro”, enquanto o Estado não garantir a educação, e a valorização do idoso, a nação brasileira continuará com problemas nas reformas do sistema previdenciário.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de garantir uma reforma de qualidade no sistema previdenciário, ou seja, uma reforma muito diferente das anteriores. Logo, é fundamental que o Governo Federal, crie um novo Ministério para garantir a administração de qualidade dos impostos brasileiros. Além disso, existe a necessidade de novas polícias públicas para a fiscalização e controle desses impostos. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, deve promover novas campanhas midiáticas em praças públicas, jornais, televisão e internet, para certificar a educação necessária para a valorização social dos idosos, por consequência, criando reformas de qualidade no sistema previdenciário brasileiro.