Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 24/11/2020
Thomas More, através do livro “Utopia”, narra a realidade de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil se mostra distante da idealização de More, principalmente quanto as dificuldades enfrentadas pelo sistema previdenciário. Destarte, faz-se necessário analisar tanto o desvio de verba, quanto o cenário sociocultural vigente como fatores que rodeiam esse cenário fatídico.
A princípio, cabe analisar a mentalidade capitalistas dos políticos que buscam lucrar em cima do sistema previdenciário. Essa ideia faz analogia ao pensamento de Karl Marx, o qual afirma que o capitalismos tende a priorizar o lucro em detrimento dos valores e o bem estar comum. Portanto, pode-se trazer à luz ao pensamento critico de que alguns funcionários públicos assimilam o sistema de aposentadoria como uma forma de ampliar o próprio capital, interferindo na qualidade e funcionamento do sistema.
Outrossim, é imprescindível averiguar a queda de natalidade no país e consequentemente a falta de mão de obra. Assim sendo, cabe ponderar a respeito do movimento feminista na década de 60, responsável pelo advento das pílulas anticoncepcionais - solene forma de controlar a natalidade - oferecendo a mulheres a opção do planejamento familiar. Logo, há de inferir que o questões históricas e socioculturais, ofereceram uma nova perspectiva a pirâmide etária brasileira por meio do decréscimo de nascimentos no passado, diminuindo a mão de obra disponível na contemporaneidade.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao Ministério da Fazenda, por meio de suas atribuições, ampliar a fiscalização no setor previdenciário com uma integral supervisão das transações efetuadas com o intuito de defender da corrupção e garantir a qualidade do sistema. Quem sabe assim, o Brasil se assemelhe cada vez mais com a idealização de Thomas More.