Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 16/10/2017
No ano de 2016, o aumento dos gastos com a aposentadoria desencadeou a implantação de um novo modelo previdenciário. Em decorrência das mudanças para adequar a economia brasileira a taxa de aposentados, as novas regras no INSS impactou diretamente a qualidade de vida dos idosos. Dessa forma, é preciso analisar como o cenário trabalhista e econômico influenciou as mudanças da previdência social e suas consequências para os aposentados.
De acordo com o IBGE, o número de desempregados dobrou nos últimos três anos. Em consequência disso, a contribuição financeira ao INSS não cresceu de forma proporcional ao número de aposentados. Assim, a reforma previdenciária foi influenciada diretamente pela taxa de desemprego, por exemplo, com o aumento do tempo de contribuição do trabalhador.
Ademais, a porcentagem do pagamento médio mensal de um aposentado, comparado ao salário quando contribuinte, foi reduzido. Logo, é necessário contribuir por mais tempo para que, depois de aposentado, o trabalhador receba um salário próximo ao valor integral. Como resultado do aumento do tempo empregado, a qualidade de vida da população idosa tende a diminuir: o emprego após os 60 anos compromete tanto a saúde física - como sobrecarga cardiovascular - quanto a saúde mental pelo estresse.
Portanto, as reformas da previdência afetou contribuintes do INSS com o objetivo de estabilizar a economia brasileira. Deve-se, então, diminuir a taxa de desempregados, principalmente entre jovens e adultos, com incentivo de redução de impostos à empresas que apresentarem número significativo de contratações anuais. Além disso, bancos privados, aliados à mídia, devem divulgar e ampliar opções de previdência privada, a fim de diminuir os anos de contribuição do trabalhador. Assim, será possível garantir a qualidade de vida dos idosos apesar das reformas do sistema previdenciário brasileiro.