Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 09/10/2017
A proposta de reforma previdenciária traz para a pauta do brasileiro um tema ignorado há anos, tanto pela sociedade quanto pelo governo. Associado ao desemprego e à atual crise financeira esse assunto tornou o futuro da população ainda mais inseguro. As mudanças sugeridas estão centradas principalmente no aumento do tempo de contribuição e da idade mínima para a aposentadoria, no entanto, se a administração pública permanecer como está, não haverão resultados.
Pela primeira vez na história o Brasil possui uma população idosa superior a economicamente ativa. Sendo a segunda responsável por boa parte das contribuições que darão origem à aposentadoria, há um desequilíbrio natural na balança. Entretanto, o cenário é agravado ainda pela irresponsabilidade e corrupção que atingiram também a pasta da previdência social, e acrescem o déficit dessa balança.
Temos, portanto, uma nova política que não atende as necessidades do trabalhador, obrigado a contribuir até os 65 anos em um mercado com dificuldades de absorver até mesmo pessoas a partir dos 40 anos de idade. Outro problema esta nos gastos com aposentadorias diferenciadas, especialmente entre políticos e militares. Os valores pagos para essas classes são exorbitantes e impossíveis de serem sustentados pela atual economia.
Infelizmente as alterações realizadas continuam deixando de fora os mais necessitados. Para atendê-los a seguridade deve andar lado a lado com outras reformas sociais, abrangendo saúde e cidadania. Para isso é necessário garantir emprego e renda afim de que as pessoas possam se aposentar no tempo e com a cota correta, mas, também é primordial que cheguem a essa idade em condições físicas e morais para usufruir do benefício pelo qual tanto trabalharam. Por fim, a reforma política é fundamental para que o dinheiro do povo seja administrado de forma correta e por pessoas qualificadas, premissas básicas que já deveriam estar inseridas no contexto político do nosso país.