Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 09/10/2017
As sucessivas Revoluções Industriais e a matematização do tempo criaram uma nova organização social. Nesse sentido, Thomas Malthus, economista britânico, observava estas transformações, que, segundo ele, ligavam-se duas causas: desenvolvimento à escassez de recursos, que corroboraria para a existência de problemas demográficos. Hodiernamente, a máquina previdenciária brasileira, devido à transição na pirâmide etária, vivencia a mesma preocupação do período pós-revolução, sendo, a gestão financeira e o envelhecimento populacional um problema emergencial e, portanto, serão analisadas as verdadeiras causas para esse mal.
Em uma primeira abordagem é válido sinalizar que o Brasil é um país em constante transformação. Isso é comprovado pelo fato de que a partir da década de 20, com os avanços feministas no mundo, a mulher deixou seu lar e iniciou sua participação no mercado de trabalho. Com isso, o menor número de filhos e sua maior participação no cenário industrial vêm transformando a estrutura etária do Brasil. Em longo prazo, o menor número de filhos diminui o crescimento relativo da população, assim, o país tem sua força de trabalho reduzida e, como consequência, seu envelhecimento. Ainda, analisando as causas do envelhecimento, haverá uma menor arrecadação do PIB que provocará, em alguns anos, a estagnação do Sistema Previdenciário e, dessa forma, abrirá as portas para a manutenção do asco social.
Aprofundando a análise, é fato que o idoso requer cuidados especiais. Nessa premissa, os custos com a previdência serão somados aos custos médicos, haja vista que, o Estado desviará dinheiro que outrora era destinado ao crescimento do país, configurando, ainda, um atraso para a economia. Além do mais, o não crescimento econômico aumentará o número de pessoas pobres, que propiciará, no Brasil, outro fenômeno negativo: a exclusão.
Em suma, é preciso mais que um belo discurso para erradicar os alarmantes problemas da estrutura demográfica brasileira. Seria conveniente que, a exemplo da China socialista, políticas eficazes de natalidade sejam implantadas, permitindo à mulher, a permanência de suas conquistas sociais, mas visando o crescimento populacional de forma controlada, ainda, deve-se estabelecer por meio de debates em ambientes públicos, as consequências negativas do envelhecimento gradual da sociedade, ou seja, o atraso econômico. Ademais, fiscalizar o Estado, como no início da Idade Moderna, para que o dinheiro destinado a esse contingente populacional seja poupado e o Brasil seja um país melhor em oportunidades, mas também em distribuição de recursos.
Senhor corretor, o tema desenvolvido é: “Previdência Social e seus desafios”