Reformas do sistema previdenciário brasileiro

Enviada em 23/10/2017

Quando se vê, já são seis horas

Dumbleodore, Gandalf, Yoda. Na ficção, a figura do mais velho é sempre anexada a experiência, sabedoria e uma visão única de mundo. No entanto, na realidade, devido a passividade das lideranças passadas, a 3 ª idade vem passando por problemas ligados a aposentadoria, visto que, com a redução da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida, a balança econômica está cada vez desequilibrada, o que nos leva ao debate sobre possíveis reformas no sistema previdenciário vigente.

Mormente, cabe destacar alguns dos possíveis vetores desse desequilíbrio. Desde o surgimento do movimento feminista, e com a inserção da mulher no mercado de trabalho, o número de mães vem diminuindo de maneira crescente, a busca por maior especialização e por uma vida econômica mais prospera acaba colocando os planos para constituir família de lado. Nesse sentido, de acordo com a EBC, a média de filhos, que em 2004 era de 2  por mulher, atualmente e de apenas um. Tal redução, aliada ao aumento da longevidade, são nocivas a economia, pois ocorre uma redução drástica na Mão de obra ativa, e tal problemática demanda solução imediata.

Porquanto, de acordo com o poeta Mario Quintana, em seu poema “o tempo”, a vida é comparável a um dever de casa, pois o ser humano, está sempre procrastinando, e não vê a hora passar. Todavia, talvez, ao avaliar a atual conjuntura da previdência, o poeta percebesse acertada sua afirmação, pois os indivíduos acabam confiando demais no Estado, e entregando seu futuro a benefícios incertos. De acordo com o instituto Datafolha, apenas 10 % dos brasileiros possuem plano de previdência privada, e ao analisar tais dados fica clara a falta de preocupação dos brasileiros, e a sua confiança cega no horizonte.

Destarte, fica clara a necessidade de uma reforma. Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse, em primeiro lugar, cabe ao Estado criar politicas que incentivem a natalidade, visando aumentar as gerações de jovens trabalhadores para o futuro, através de slogans, campanhas e incentivos fiscais, como descontos em escolas e mercados proporcionais ao número de filhos. Além disso, cabe também ao Estado, a manutenção dos mais velhos- que ainda sejam capazes de realizar suas funções- em seus cargos, através de isenção de impostos para a empresas, fazendo com que o indivíduo ainda seja um contribuinte. Por fim, cabe a iniciativa privada, em parceria com o Ministério das Comunicações, criar campanhas de incentivo à criação previdências privadas, aliviando assim, a carga sobre o estado, só assim, poderemos estar preparados para a chegada das seis horas.