Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 19/10/2017
O rombo do INSS, a insustentabilidade do atual sistema previdenciário, foram as principais justificativas para o aumento da idade mínima da aposentadoria do trabalhador brasileiro e de diversas restrições feitas pela nova reforma da previdência. Sob este aspecto, convém discutirmos as consequências da reforma da aposentadoria em nossa sociedade.
Segundo Ciro Gomes, a nova previdência do Brasil trata de forma homogênea a expectativa de vida do brasileiro, sendo que na realidade esta expectativa varia conforme a localidade e profissão. Enquanto um advogado trabalhando dentro de um escritório em um centro urbano tem como taxa de sobrevivência em média 80 anos, um carvoeiro situado no interior do semi-árido vive em média 55 anos. Infelizmente, esta medida prejudicará e muito a vida de diversas pessoas que desenvolvem trabalhos de risco e estresse físico, podendo inclusive mal aproveitar a sua tão sonhada aposentadoria.
De acordo com Enéas Carneiro, as aposentadorias de até três salários mínimos corresponde somente a 30% das despesas do INSS ficando os altos salários pagos aos ex-políticos, ex-desembargadores, ex-juízes sendo responsável pela maior fatia das despesas. Os dados apresentados mostram que os beneficiários que representam a parcela mais necessitada da população pagará o prejuízo causado pelas as altas pensões oferecidas a uma parcela exclusiva da sociedade.
Deste modo, o governo deve primeiramente diminuir os gastos com as gordas pensões oferecidas a uma pequena parcela da população para minimizar ao máximo as restrições impostas para o trabalhador comum. É imprescindível que a sociedade pressione ao máximo os seus governantes através de passeatas, manifestos e referendos para que haja equidade no pagamento da dívida. Somente assim que o trabalhador comum não irá arcar sozinho com o déficit da previdência e não sofrerá com tantas restrições impostas.