Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 28/03/2018
Envelhecimento da população. Pouco investimento do governo na formação dos jovens. Precarização do sistema previdenciário são alguns exemplos da realidade do Brasil atual, que com a baixa qualidade administrativa e eficaz desfalcou as contas do sistema de seguridade social. Nesta perspectiva, a reforma previdenciária apresenta empecilhos que dificultam a minimização das problemáticas e em outros casos, pode ocasionar um aumento na desigualdade de renda da população brasileira.
Primeiramente, a falta de investimentos eficazes corrobora para a quebra econômica. O Brasil vem gastando muito com os idosos e as despesas previdenciárias soma 12% do PIB, valor muito mais alto do que outros países com o mesmo nível de maturidade demográfica. Neste sentido, a ineficácia do viés fiscal e da sua aplicação ao longo dos tempos reduziu a oportunidade do país em atuar em áreas como saúde e educação básica e aumentou em grandes escalas as despesas da seguridade. Com isso, tal situação pode piorar se algo não for modificado e as gerações futuras terão que pagar uma conta alta para manter um estado que pouco investiu nelas durante sua juventude.
Além disso, a desigualdade de renda no Brasil é um grande obstáculo. Com um país que vive níveis altos de desigualdades de rendimentos e que cobra mais impostos com baixa qualidade de vida da maioria da população é de se esperar um rombo de bilhões nas contas do país. Dessa forma, a previdência não fica por fora dessas discrepâncias, com as contribuições de trabalhadores não é suficiente para financiar os benefícios, o déficit resultante é coberto principalmente por tributos indiretos que recaem desproporcionalmente sobre os mais pobres no Brasil.
Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na reforma da previdência no Brasil. Portanto, o governo tem um papel imprescindível na minimização dos efeitos da reforma e começar a validar e garantir os direitos a qualidade de vida e na necessidade de um envelhecimento solidário e de direito por quem contribuiu com a sociedade por ano, seja através de investimentos na saúde e na educação básica seja por gastos eficientes para oferecer rendas e oportunidades mais igualitárias do que as atuais. Ademais, as empresas podem criar mecanismo que garanta ao trabalhador ajuda financeira no futuro, seja por incentivo fiscal, ou seja, por leis que cobre o cumprimento da seguridade social de forma que as mazelas sociais sejam sanadas e os futuros idosos consigam ser amplamente contemplados com um sistema previdenciário que valorize a contribuição econômica que muitos fizeram por anos.