Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 21/03/2018
Aposentadoria pra quem?
A decadência da previdência social é um problema pelo qual vários países passam. É resultado da diminuição da taxa de natalidade, da taxa de mortalidade, e do aumento da longevidade dos brasileiros. Acompanhada por uma crescente desigualdade, o Estado lida com essa situação de forma que, a solução para prevenir impactos futuros maiores seja a reforma do sistema sistema previdenciário.
A França foi um dos primeiros países a realizar a campanha de incentivo a natalidade, que é uma tendência global tendo em vista a falta de compensação entre a População Economicamente Ativa (PEA) e o crescente número de idosos. Esse déficit ainda não é uma realidade brasileira, mas tende a ser. Se o Estado não introduzir mudanças agora, a aposentadoria estará em zona de risco.
Em contraposição, se no sul a perspectiva de vida ultrapassa os 70 anos, no norte, não chega aos 60. Esse desequilíbrio faz com que, só a implementação das mudanças previdenciárias não sejam suficientes para sanar o problema econômico do país. Um cidadão que não tem nem progressão de vida superior a taxa mínima de aposentadoria, é automaticamente excluso do direito a aposentar-se. Logo, a garantia do direito a ela é apenas para um número seleto de pessoas, que não compreende essas pessoas.
A reforma da previdência faz com que aumente também o número de idosos em trabalhos informais mesmo após a aposentadoria. É o reflexo de um sistema que não paga o suficiente para assegurar ao idoso um envelhecimento digno de anos de trabalho.
Pelo exposto, nota-se que não é possível haver reforma previdenciária sem antes ter igualdade nas condições de vida, nem adequação do governo à nova PEA. Urge a união de sindicatos e autoridades legislativas para a elaboração de medidas que não só beneficiem o idoso, mas todo o sistema previdenciário.