Reformas do sistema previdenciário brasileiro
Enviada em 13/04/2018
No contexto da I Revolução Industrial, os operários se desgastavam muito no trabalho e, por isso, tinham uma expectativa de vida curta. O que tornava importante uma “vaquinha” entre colegas para custear as despesas de um trabalhador mais velho. Isso deu início à ideia de previdência social. Atualmente, quando se observa o sistema previdenciário brasileiro observam-se gastos crescentes causados pelo modelo adotado e pelo aumento da expectativa de vida dos indivíduos. Diante disso, faz-se necessária a discussão sobre uma reforma na previdência do Brasil.
É indubitável que o modelo previdenciário adotado é uma das causas do problema. Pois, tal modelo é insustentável, irracional e injusto, uma vez que os contribuintes são obrigados a participar de uma pirâmide para arcar com as despesas do funcionarismo público, que ocupa o topo. Segundo o site do jornal G1 a Câmara paga por mês 127,8 mil reais de aposentadoria para deputados cassados.
Outro impulsionador do problema é o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Tal acréscimo, faz com que a população jovem do país tenha que contribuir por mais tempo e com mais dinheiro. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) a população de idosos triplicará no ano de 2050.
É evidente, portanto, que o atual modelo previdenciário apresenta falhas gravíssimas. Destarte, o Ministério da Fazenda (MF) em parceria com o Ministério da Previdência Social (MPS) deve tornar a participação no sistema opcional, uma vez que o indivíduo deve decidir o destino do seu dinheiro. Esses ministérios, também, devem incentivar os sistemas de capitalização, já que, eles garantem retornos maiores do que o valores investidos. Tais medidas aliadas ao fim dos privilégios do funcionarismo público podem tornar o sistema previdenciário brasileiro sustentável.