Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/02/2020

A internet é o meio de comunicação mais utilizado pela atual sociedade e possui inúmeras funções, dentre elas, a mais importante, transmitir informações para um grande número de pessoas simultaneamente. Nesse contexto, percebe-se que a disseminação de inverdades no mundo virtual é altamente perigosa e pode causar danos à sociedade, tais como, destruir a imagem de um inocente e provocar um falso alarme a respeito de assuntos importantes.

No universo cibernético, não há leis. Os indivíduos têm a chance de exercerem qualquer tipo de personalidade e esconderem-se atrás de perfis para expôr suas opiniões livremente. Com isso, observa-se que ao sair uma notícia difamatória, a maioria dos internautas compartilham, julgam e fazem comentários repugnantes àquela pessoa sem antes checar a veracidade da informação, o que pode acabar gerando danos psicológicos à vítima. De acordo com o site de pesquisas G1, 83% das pessoas que sofreram ataques virtuais desenvolveram depressão e baixa autoestima devido à quantidade de comentários negativos que recebeu sem ter cometido nenhum erro.

Além disso, o compartilhamento de boatos na internet é um fator que traz consequências não somente para os seres humanos, mas também para o reino animal e seu habitat. Nota-se um exemplo disso no Brasil. Durante o ano de 2017, houve um surto de febre amarela e foi anunciado virtualmente que o vírus era transmitido pelo macaco. Logo, iniciou-se uma grande matança desses animais e a destruição do ambiente em que viviam, com o intuito de acabar com a doença. Apesar de ser divulgado por cientistas que o vírus era transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, muitas pessoas preferiram acreditar na notícia falsa que propagou-se primeiro.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para findar esse problema. Os cidadãos devem pesquisar a fundo sobre uma notícia antes de compartilhá-la, consultar sites confiáveis e checar a autenticidade em outros meios como jornais e televisão. É necessário, também, que o Estado crie sites que exponham em sua página todas as informações falsas que são propagadas na internet. Dessa forma, a população ficará mais esclarecida em relação aos fatos e haverá preservação da imagem de cada indivíduo, bem como a proteção à todos os seres vivos.