Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 05/02/2020
O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant e o britânico Jeremy Bentham,todos eles têm algo em comum:dissertaram sobre a ética,condutas universais do homem para que se tenha boa convivência social de maneira plena,.No entanto,essas regras vêm sendo rompidas constantemente,como é o caso de mentiras e boatos na internet,o que gera riscos ao ser compartilhado,em especial,no Brasil.Dessa maneira,é necessário apontar dois pontos importantes nessa temática:o excesso de informações sem um devido filtro racional e suas consequências sociais. A princípio,vale ressaltar que a globalização é um dos fatores determinantes para a gênese desse processo.Isto porque,de acordo com Herbert Marshall,filósofo britânico,desenvolveu a ideia da aldeia global,ele discute que a partir da globalização,as culturas começaram a se homogeneizar e criar um padrão mundial.Nesse contexto,o mesmo ocorre com as notícias divulgadas em um ponto no mundo, rapidamente será espalhada por outros locais com o auxílio da internet,uma vez que todo o globo está conectado como uma rede virtual.Por outro lado,o risco para que falsas notícias se disseminem é grande e para isso não ocorra é de praxe que exista um pouco de ceticismo,ou seja,de toda vez que o cidadão ver uma matéria ele se questionar sobre aquele fato e usar o lado racional a seu favor.Logo, com isso ele de pesquisar sobre o fato lido recentemente e descobrir se é verdadeiro ou não.
Outrossim,cabe salientar que a ausência de ética e razão está entre os efeitos do problema em questão.Nessa lógica,Kant,a partir do seu imperativo categórico,ele elabora a ideia de que quando uma ação for pensada,o indivíduo se pergunte se aquela é correta ou não,se serve apenas para ele ou de maneira universal,caso a resposta seja aquela que beneficie ele exclusivamente,observa-se que não será uma boa ação.Nesse ínterim,aplica-se a ideia dos compartilhamentos em redes sociais de fatos não verificados com veracidade,caso envolvam outras pessoas,elas podem até acarretar em atos catastróficos como linchamento desse homem ou mulher.Em síntese,é necessário intervenções.
Infere-se,portanto,que sejam tomadas medidas para atenuar esse impasse.Para que isso corra, o Ministério da Educação,juntamente com a mídia,deve haver medidas,a curto e a longo prazo,como a implementação de debates em escolas e faculdades tanto públicos quanto privadas e distribuição de cartilhas informativas sobre o paradigma envolvido em locais com alta concentração de pessoas ,por exemplo,shoppings,praças,entre outros.O que será tangível por meio de parceiras público-privadas,o que auxiliaria na aplicação de capital,e os centros de massa que divulgariam esses eventos em rede nacional , em horário nobre e canais abertos e fechados, com a participação dos representantes do Ministério em questão , além de doutores em ciências sociais, filósofos e jornalistas. Espera-se, com isso, que possa iniciar o processo de questionamento e racionalização na população nacional brasileira.