Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 11/02/2020

“Navegar é preciso”. A frase citada do poeta português Fernando Pessoa dialoga com a essência humana sobre conhecimento e, historicamente, refere-se as navegações portuguesas realizadas no passado. Ademais, esta citação pode também ser inserida no contexto tecnológico do momento presente, devido a influência que a internet exerce na sociedade. Assim, este cérebro artificial dita implicitamente por meio da sua tecnologia o comportamento social dos usuários, o que acarreta na ilusão de liberdade do corpo coletivo.

Dessa forma, é possível afirmar que o avanço tecnológico, juntamente com o capitalismo, cria um espaço virtual instável e dubitável, por causa da utilização desenfreada do algoritmo que controla as ações das redes sociais. O anseio pelo reconhecimento, e consequentemente uma fama passageira, cresce incessantemente no mundo atual, e este orienta como as plataformas digitais devem aparecer e, por conseguinte, manipular o público alvo.

Ademais, o compartilhamento de informações pessoais dos usuários aliado ao marketing possibilita a maior e mais rápida propagação de propagandas, as quais, além de se referirem a dados reais, são criadoras da realidade. Por conseguinte, compromete-se a veracidade das informações divulgadas, o que acarreta no surgimento de notícias falaciosas que concretizam a era da pós-verdade vivida atualmente e que, consequentemente, influenciam o comportamento do corpo social.

Diante dessa perspectiva, é urgente que o Congresso Nacional amplie os recursos financeiros, por meio de mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias, tanto do Comitê Geral da Internet quanto do ministério da Justiça e Segurança Pública, para que ambos conciliem seus trabalhos e criem leis de controle e de punições rígidas a fim de que o algoritmo do cérebro artificial seja analisado e testado. Assim, garantindo o amplo acesso virtual de toda e qualquer informação verídica, o que cria a liberdade de pensar e agir da sociedade brasileira.