Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
Relativo aos riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet, é possível perceber que a necessidade de publicar informações de maneira ágil antes de checar a fidedignidade do conteúdo, pode ser prejudicial à vida, não só pela possibilidade de tais noticias influenciarem pessoas leigas a tomarem atitudes erradas mas também em razão dos resultados negativos que uma comoção popular é capaz de causar.
De acordo com o linguista Noam Chomsky, os meios de comunicação podem causar mais dano que uma bomba atômica. Em concordância com tal ponto de vista, é possível afirmar que a disseminação de notícias falsas podem tirar a vida de pessoas leigas, pois estas são capazes de induzi-las ao erro. O movimento antivacinação, em 1998, foi um exemplo, pois várias crianças foram a óbito por conta de uma pseudopesquisa divulgada pela imprensa. Este fato mostra como mentiras podem tirar a vidas de pessoas iletradas.
Vale também ressaltar que informações falsas podem gerar uma comoção popular que atente com a vida de um inocente. Em 2014, no Guarujá, uma jovem perdeu vida por conta de uma acusação falsa sobre um crime. Indignados com o delito, munidos de um retrato enganoso e convictos da vericidade de uma informação fake, os vizinhos da jovem resolveram fazer justiça com as próprias mãos. Este caso só reforça os riscos de notícias incertas nos dias atuais.
Fica claro, portanto, que para diminuir os riscos no compartilhamento de mentiras e boatos na internet, o governo federal deve investir em ações que barrem o avanço de notícias falsas, através da elaboração de campanhas que estimulem as pessoas a utilizarem fontes de informações confiáveis ou até mesmo apurarem a autenticidade dos fatos antes de qualquer ação. Espera-se, com isso, uma diminuição dos problemas associados as fakes news.