Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 01/04/2020

Na Alemanha nazista, Hitler usava da manipulação de propagandas para se auto-promover. Ainda nos dias atuais, essa é uma prática comum, especialmente em meio político ou comercial. A disseminação dessas informações inverídicas como objetivo manipular a população a respeito de um determinado tema. Com efeito, tem-se um povo alienado, sendo mais fácil enganar do que convencer que foi enganado, como disse o escritor Mark Twain.

Em 2018, com a chegada das eleições presidenciais no Brasil, foram disseminadas inúmeras notícias falsas a respeito dos candidatos. Dessa forma, convencia-se o eleitor de fatos absurdos ou verdades parciais, que acabariam por prejudicar o andamento das eleições. Ademais, no âmbito comercial, as propagandas podem trazer informações sensacionalistas a respeito de produtos da própria empresa ou de concorrentes, assim, influenciando o mercado consumidor.

Além disso, não é costume da população brasileira analisar a veracidade das informações que recebem o tempo todo. Logo, conteúdos inverdadeiros se propagam com imensa facilidade. De fato, com uma educação de qualidade precária como no Brasil, dificilmente tem-se cidadãos com senso crítico apurado para averiguar fontes de informação.

Diante do exposto, percebe-se que os efeitos da disseminação de notícias falsas são os mais negativos. Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente com as grandes mídias, criarem propagandas de incentivo a analise de fontes e datas de noticias recebidas. Cabe ainda, a Câmara dos Deputados a criação de uma lei que criminaliza o compartilhamento de informações falsas. Por meio de uma fiscalização reforçada e severas punições aos infratores, realizadas pelo sistema judiciário brasileiro, garante-se uma diminuição considerável da quantidade de inverdades espalhadas. Dessa forma, cria-se uma sociedade menos susceptivel aos efeitos deste problema.