Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 04/04/2020
No episódio “white bear”, da série britânica “black mirror”, mostra a maioria dos personagens conectados a internet e englobados nas redes sociais. Nesse viés, a narrativa exibe todos preocupados em gravar, compartilhar e acompanhar a vida das pessoas pelo mundo virtual, não se preocupando em checar a veracidade e a fonte das notícias e boatos. Fora da ficção, é fato que cada vez menos os internautas se preocupam em verificar de onde vem a informação que é divulgada por eles, que como consequência, acarreta numa propagação em massa de notícias falsas e manipuladas.
A priori, a desinformação em consonância com as populares “fake news”, têm colaborado para que os usuários publiquem falácias. Sob tal ótica, a epistemologia Nietzschiana em “humano, demasiado humano”, retrata o “comportamento de manada”, o qual os indivíduos da mesma espécie agem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada. Tal cenário torna-se evidente, ao observar as redes sociais, internautas propagam informações em cascata, sem ter o mínimo cuidado de realizar uma verificação, aumentando o risco de divulgar alguma mentira.
Consequentemente, aumenta o índice de usuários que acabam sendo vítimas das armadilhas virtuais. Tal fenômeno pode ser visualizado no ano de 2018, conhecido pela nomenclatura de “kit gay”, era supostamente uma cartilha distribuída nas escolas de ensino fundamental 1 (crianças de até 11 anos), que incitaria os menores de idade ao homossexualismo. Posteriori a histeria coletiva na internet, o Ministério da Educação divulgou nota informando que esse projeto nunca existiu, tampouco seria implementado, logo, os internautas mostram-se leigos e passivos de manipulação.
Ora, portanto, é mister que medidas sejam tomadas para evitar a divulgação de mentiras e boatos no universo virtual. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Cidadania em parceria com a imprensa digital, façam campanhas nas redes sociais, por meio de patrocínio estatal, sugerindo aos interlocutores verificarem sempre a fonte das notícias que eles compartilham, para evitar o compartilhamento de falácias. Somente assim o problema será resolvido, evitando cenas de alienação semelhantes as vistas no episódio “white bear” de “black mirror”.