Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 01/04/2020
Há séculos, o filósofo racionalista Descartes conectou a ideia da existência do ser humano a sua capacidade de pensar e refletir, “Cogito, ergo sum”. Contudo essa ideia está cada vez mais desfalcada a medida que na internet as pessoas gastam mais tempo compartilhando informações do que usam para refleti-las, desse modo espalhando-as de forma exponencial. Portanto, é necessário a criação de medidas com o intuito de controlar o crescimento dessa curva de notícias falsas, afim de apaziguar-la.
Primeiramente, as Fake News não são um fenômeno recente, mas sim um problema profundo na vida das pessoas que tomam uma única fonte como a correta. Por exemplo, no período da Contrarreforma quando surgiu o movimento de Caça às bruxas, que, por boatos da igreja católica do que seria uma “bruxa”, centenas de mulheres inocentes morreram queimadas e enforcadas, o que mostra a força de uma notícia falsa na vida das pessoas. Nesse sentido, é importante compreender como essas notícias falsas quando não identificadas e compartilhadas contribuem para uma alienação em massas de seres que confiam mais em um áudio no que na matéria de um jornal confiável.
Ademais, faz-se mister identificar redes sociais como o Twitter, Facebook e Whatsapp por serem os grandes responsáveis por espalhar de maneira rápida e para mais longe essas notícias. Observa-se no documentário “Privacidade Hackeada” o poder que empresas como a Cambridge Analytica tiveram de influenciar eleições de um país apenas por divulgar Fake News e manipular os dados dos usuários, mostrando como as redes sociais exercem papel formador de um indivíduo em prol de outros, evidenciando como, segundo o escritor Edgar Morin, “a forma hoje como nós produzimos conhecimento produz também ignorância”. Por conseguinte, é indubitável afirmar como as redes sociais facilitam muito a proliferação dessas notícias de maneira a aumentar exponencialmente o poder que elas têm de criar destinos.
Mediante ao exposto, fica claro o carácter que sociedade tem de aceitar muitas coisas sem tomar um devido tempo para refletir sobre ela, e como isso esteve aumentando após o advento da internet. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve aliar-se junto as câmeras de cada município para promover palestras gratuitas em escolas de ensino médio para ensinar pais e alunos, sobre o perigo que as redes sociais podem causar, mostrar métodos para a melhor identificação de notícias falsas e como melhor utilizar esses recursos, afim de criar uma geração de pessoas menos passivas enquanto aos conteúdos que recebem e cortando, por fim, esse ciclo, fazendo as pessoas voltarem a pensar e, sendo assim, a existir.