Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 08/04/2020

A internet tornou-se parte da vida da maioria das pessoas nascidas a partir da década de 90, a Geração Z, e desde o início vem facilitando e agilizando o compartilhamento de ideias, fatos, diálogos e principalmente de notícias. De fato ocorreu um aumento de informações falsas sendo publicadas, em especial desde o início desta década, devido à redes como Facebook e WhatsApp. Assim sendo, o cuidado ao compartilhar informações online deve ser redobrado para que não se divulgue as famosas fake news.

No primeiro semestre de 2020, durante a pandemia causada pelo novo Corona Vírus, notícias foram bombardeadas o tempo todo na web e, visto a toda a aflição mundial, os internautas compartilharam tudo em relação ao vírus para os conhecidos sem antes verificar a veracidade da informação. Dessa forma, ficou difícil saber a situação real da doença Covid-19 no mundo e como se proteger. Parafraseando o físico Albert Einstein, a nossa tecnologia ultrapassou muito a humanidade, ou seja, pode-se entender que a internet - os algoritmos, os “zeros e uns” - estão mais rápidos e capazes de processar informações que nós que a criamos, já que o ser humano, em sua maioria, não verifica a fonte ou seriedade do que vai repassar para o outro.

A princípio, a criação de boatos na internet são em virtude da busca desesperada por acessos nas plataformas publicadas, pois estas dão monetização e cumprem metas para quem as publicou. Além disso, há também, por exemplo, pessoas que mentem em relação ao produto de alguma empresa para lucrar em cima disso, como o caso do rato na garrafa de Coca-Cola, em meados de 2013 - o autor do boato pediu indenização à empresa, mas a informação era falsa, nunca houve rato algum e a Coca-Cola, na época, ficou difamada.

Em síntese, a divulgação de informações sem fundamentos prejudica tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, trazendo a elas riscos financeiros, sociais, de saúde, entre outros. Portanto, é de suma importância manter as pessoas cientes dos danos que repassar uma mensagem sem fundamento é capaz de causar por meio de fontes de grande alcance, como as propriamente ditas redes sociais, e em dúvida da veracidade, pesquisar em locais confiáveis como o site “e-farsas.com”, que informa se a notícia é real ou não.