Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
A aparência da invenção
Decorrente à facilidade de disseminação de dados pela Internet, é comum a criação de correntes falsas que desencadeiam consequências severas à sociedade. Como, por exemplo, no caso citado pelo site do senado federal, na qual informações incorretas sobre o coronavírus difamam os órgãos públicos ao alegar que a doença era uma apenas uma invenção, e, com isso, internautas passaram a duvidar dos riscos do contagio, burlando as medidas de seguranças estabelecidas em todo mundo. Independente da gravidade dos resultados das populares “Fake news” são necessárias barreiras que impeçam suas divulgações, para que assim não cheguem aos demais canais de comunicação, sobretudo as redes sociais.
Em princípio, o compartilhamento de notícias e boatos errôneos se deve principalmente ao espaço das redes sociais, que se justificam por serem plataformas mais suscetíveis à divulgação de dados, tendo esses a intenção de informar os usuários a respeito de variados assuntos. No entanto, tais meios passaram, principalmente na era digital, a servirem como gatilhos para a vulgarização de manchetes que banalizam indivíduos, geralmente conhecidos, a fim de difamar sua imagem, bem como comprometer sua relação com seu público. Desse modo, diversos internautas não notam as armadilhas digitais ao propagá-las sem que haja uma consulta a veracidade desses dados administrados em plataformas online.
Somando-se aos tópicos anteriores, pode-se complementar a magnitude desses riscos ao fato de que grandes plataformas de notícias como UOL e G1 comumente desmentem desinformações populares a fim de impedir a disseminação deliberada de correntes falsas, que muitas vezes impactam negativamente na sociedade. Entretanto, tais controvérsias não são o suficiente para impedir outras correntes de se formarem, e assim, sem filtros impostos na Internet, o usuário continua sendo exposto ao incorreto. Podendo, assim, comprometer a confiabilidade de variados conteúdos midiáticos.
Dessa forma, mostra-se essencial, não somente a verificabilidade do usuário perante as informações nas quais possui acesso, como também intervenções de ordens judiciárias, no ato de impor leis específicas que fiscalizem e filtrem notícias falsas que comprometem a sociedade como um todo, penalizando os responsáveis pelas fontes inverídicas. Somente assim, casos como o citado pelo senado federal em sua página oficial passarão a ser invalidados, impedindo que mais situações caóticas sejam criadas.