Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 01/04/2020
A tecnologia tem diminuído distâncias e mudado as relações sociais abruptamente; uma dessas modificações dá-se pelas redes sociais. As tais, têm promovido uma nova forma de comunicar, mais rápida e dinâmica, de importância imensurável. Entretanto, elas muitas vezes são utilizadas para a propagação de notícias falsas que geram consequências nefastas no mundo tangível. Não só atrocidades materiais estão acontecendo mas também uma brusca bestalização massificada, visto que essas notícias têm um poder de influência enorme na contemporaneidade.
É evidente que as exposições a informações, principalmente quando elas contêm tons alarmantes (como é majoritário nas notícias falsas), influenciam o comportamento humano. Verifica-se vigente ações absurdas - como a morte de uma inocente na Baixada Santista, que fora linchada pela população, confundida com um falso retrato falado compartilhado nas redes sociais- influenciadas por essas notícias desleais, o que mostra um problema não só sociológico, mas também jurídico dada a transgressão de leis (como a do assassinato brutal mencionado). Apesar dos grandes benefícios que as redes sociais apresentam, os crimes ocasionados vinculados a elas devem ser duramente reprimidos.
Ademais, as notícias falsas auxiliam para um compartilhamento da ignorância, de tal modo que muitas pessoas já não conseguem diferenciar a verossimilhança de manchetes - como mostra a pesquisa da Buzzfeed, em que 83% das pessoas que tinham como fonte primária de notícias as redes sociais, acreditavam que notícias falsas, apresentadas aos participantes, eram verdadeiras- o que causa um problema gritante: uma população cada vez mais ignorante e incapaz do julgamento da verdade.
É indubitável que as notícias falsas ferem toda a sociedade, e as tais devem ser duramente combatidas. Para isso, cabe ao Poder Judiciário aplicar punições severas, como o cárcere, para pessoas que agem de maneira divergente às leis, por qualquer influência das redes sociais. Não só o Poder Judiciário mas também o Ministério da Educação deve agir promovendo aulas e palestras nas escolas públicas, para jovens e adultos, com o intuito de alertar a respeito das falsas notícias e os seus riscos na sociedade brasileira, além de como identifica-las e da importância de denuncia-las a fim de diminuir o contingente dessas notícias mentirosas. Assim, as consequências desse malefício estrondoso apaziguaram fortemente no país.