Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
Com o grande avanço tecnológico presente no século XXI, nunca esteve mais clara a grande dependência de redes virtuais para um rápido e fácil acesso à informação e comunicação, gerando diversos riscos à sociedade perante a grande disseminação de notícias falsas ou não comprovadas na internet. Assim, o compartilhamento informacional em plataformas digitais devem ser fiscalizadas, de modo a evitar grandes riscos sociais.
Nos últimos anos, com a grande popularização do uso de redes sociais, um número em massa de indivíduos passou a ter constantes acessos à mentiras e boatos no meio virtual, elegendo-as como verdadeiras sem ao menos verificar previamente sua fonte e veracidade, chamando cada vez mais a atenção de especialistas da tecnologia e do Direito, na medida em que passa a tomar proporções nacionais ou mundiais, afetando eleições, desastres naturais, atentados, entre outros.
Segundo estudos realizados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as chamadas “fake news” se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras, atingindo um público cem vezes maior, o que pode ser explicado a partir de pesquisas efetuadas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), as quais relatam que indivíduos tendem a compartilhar links que reproduzem informações compatíveis com o seu próprio pensamento ou opinião, causando diversos riscos ao seu usuário uma vez que acredita na veracidade da publicação recebida.
No âmbito comercial, a disseminação de notícias falsas é estratégia comumente utilizada para alcançar dados pessoais e financeiros de consumidores, de modo a aplicar golpes, preocupando, assim, o meio social e empresarial, já que compromete a credibilidade e reputação de sua marca. Portanto, com uma crescente preocupação de disseminação de fake news, no Brasil, o próprio Ministério da Saúde admite que tal combate é uma questão de saúde pública, uma vez que gera inúmeras mortes e problemas psicológicos como a depressão.
Com isso, pode-se concluir que o compartilhamento em larga escala de notícias falsas e boatos são crimes e devem ser evitados. Deste modo, cabe ao Ministério Público fiscalizar a acelerada disseminação de notícias virtuais, realizando medidas juntamente com a atuação do Ministério da Educação, formando, desta forma, cidadãos capazes de selecionar suas fontes informacionais mais confiáveis e de administrar suas redes sociais, de modo seguro e responsável, a partir de aulas ministradas ao longo de sua formação.