Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 04/04/2020

Não é de hoje que notícias falsas se disseminam em uma população. Getúlio Vargas, por exemplo, instaurou a ditadura do Estado Novo a partir da falsificação de documentos que “comprovavam” um futuro ataque dos comunistas ao Brasil. Mas, atualmente, observa-se tal ação de maneira mais eficiente, visto que logra-se de um alto desenvolvimento tecnológico, que gera uma grande adversidade, pois possibilita que qualquer indivíduo possa transmitir informações fraudulentas para qualquer pessoa, em qualquer parte do país.

Pode-se afirmar que a Revolução Digital foi quem possibilitou ao mundo o acesso à informação e comunicação de uma maneira jamais vista: pessoas de qualquer região do Brasil conseguem se comunicar sem ter que atravessar fronteiras, apenas usufruindo dos meios de comunicação virtual, como as redes sociais. Além disso, informações são disponibilizadas ao público de maneira massiva, sendo um grande avanço tecnológico, mas, ao mesmo tempo, uma grande arma entregue aos indivíduos que possuem acesso, pois possibilita que possam utilizá-las de maneira inadequada: ao compartilhar notícias falsas, por exemplo.

Consegue-se observar seus impactos segundo pesquisas do Sinan Aral, professor da Universidade de Massachusetts, onde se observou que notícias falsas, principalmente as de cunho político, tendem ao compartilhamento 70% a mais do que as verdadeiras, o que contribui para um enorme transtorno governamental, assim como observado nas eleições de 2018, onde publicações fictícias foram divulgadas a fim de prejudicar alguns dos candidatos à presidência, principalmente pelo uso da rede Social “WhatsApp”, um dos meios de comunicação mais eficiente na propagação desse tipo de conteúdo, favorecendo a instauração do nosso atual presidente, Jair Bolsonaro.

Por isso, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve multar indivíduos que compartilharem notícias falsas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados; esse projeto será realizado de maneira que caso o receptor constate que a notícia é falsa e o locutor seja um indivíduo/instituição localizável, denuncie o delito e, com isso, o infrator deverá pagar multa considerável, visando assim diminuir a cadeia de transmissão. Além disso, deve-se realizar uma campanha nacional contra a propagação de informações deturpas, informando à população como se precaver e suas consequências no cotidiano, caso compartilhamento, aspirando a conscientização do perigo dessa ação aos internautas.