Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 02/04/2020

Winston, sujeito esguio, reflexivo e fervoroso trabalhador do “Ministério da verdade”, é o personagem principal do clássico de George Orwell “1984”. Orwell, ilustra Winston em um futuro distópico, pautado na rigorosa vigilância do regime, controlando tudo e a todos. A verdade é aquilo que o regime define como tal, assim, o “Ministério da verdade” tem como principal função a falsificação de notícias e fatos históricos. Nesse sentido, o poder em controlar e adulterar as informações denota uma das principais críticas do autor a realidade contemporânea. Sendo assim, é de suma importância analisar a problemática das noticias falsas no contexto atual.

Assim posto, recentemente eleições em diversos países, foram manipuladas através das notícias fraudadas. O Brexit, no Reino Unido, eleições presidências no EUA em 2016. Exemplos claro de como as informações fraudadas é nocivo para o cidadão e interfere diretamente no processo democrático.

Nesse sentido, as fake news simplesmente “saltam” nas telas dos celulares da grande massa. Informações superficiais, com títulos sensacionalistas e até mesmo, sequer verificada. Exemplo desse quadro, foi uma jovem mulher linchada por populares no litoral do estado de São Paulo, motivados por um página de rede social, que acusou a mulher de “bruxaria e magia negra”.  Observa-se, portanto, o caráter altamente ofensivo das fake news que ameaçam não apenas a democracia, mas como também vidas de inocentes.

Diante esse quadro, combater esses tipos de noticias é extremamente complicado, pois devido a quantidade de informações e dados que circulam nas redes é praticamente impossível distinguir a mentira do fato. Desse modo, a principal ferramenta para auxiliar o cidadão é buscar fontes confiáveis, pesquisar acerca da informação. Além do mais, é imprescindível o papel do MEC em incentivar projetos, fornecer material e capacitar docentes a ensinar os estudantes a filtrar as informações.