Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 08/04/2020

Na dúvida não publique

É indiscutível que desde o seu surgimento no século xx, a internet se estabeleceu e tem conquistado um papel com caráter essencial na vida do individuo. É uma ferramenta capaz de abranger todos os interesses do homem, como: Buscar informações, conhecimentos, comunicações, entretenimentos ou manter relações interpessoais, e etc.. evidenciando o potencial da internet à nível global, porém inserida nesta multiplicidade, há aspectos negativos, tortuosos e perigosos.

Há de considerar que muitos dos usuários não foram preparados e educados para lidarem com a potencialidade deste instrumento. Pesquisas informam que o Brasil está na 5ª posição entre os países mais conectados do mundo e que o brasileiro gasta em média 12 horas por mês conectado. Dessa forma, esta facilidade de acesso provocada por aparelhos móveis associada a instantaneidade e excesso de informações, tornando o usuário tão passivo que potencializa o mau uso e a irresponsabilidade.

Outro fator que vale mencionar e que tem contribuído de forma negativa é o poder de propagação, ao contrário, do que dizia o Ministro da Cultura e propaganda Nazista Goebbels que uma mentira repetida diversas vezes torna-se verdade, é uma falácia cada vez mais presente e é extremamente perigosa, pois propaga a desinformação, que pode ser exemplificada por compartilhamento de fake news, intensificação na polarização política ou movimentos antivacinas.

Pode-se afirmar que a sensação de segurança por meio do anonimato delimita de forma tênue o publico e o privado, que muitas vezes está associada a intenções obscuras, ideologias equivocadas e intolerância colaborando para o compartilhamento de mentiras, temáticas e questões duvidosas .

Portanto, fica evidenciado que o compartilhamento de boatos e notícias duvidosas podem ir muito mais além do que um simples toque em dispositivos, ela pode gerar desinformação, irracionalidades momentâneas, tragédias e justiças com próprias mãos. Logo, a forma para evitar a proliferação de conteúdos duvidosos cabe a esfera social, como rever atitudes, debater a temática, disciplinar uso, direcionar o uso para buscar conhecimento, optar por buscar notícias em canais confiáveis, evitar mídia sensacionalista e cabe ao estado uma interferência a respeito de debater a temática, informar e responsabilizar os autores dessas condutas por meio de leis específicas relacionando a esfera civil e virtual.