Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

O mal do mundo digital

O advento das redes sociais como Facebook, WhatsApp e Instagram em forma de aplicativos para celulares cada vez mais modernos, revolucionou a comunicação. Porém, a inovação também trouxe problemas, como a circulação de notícias falsas, que são tema recorrente de debates em virtude de seu impacto. Esta problemática deve-se à falta de instrução de quem compartilha e impunidade de quem posta.

A novidade no modo de informar influenciou negativamente a vida das pessoas quando o fluxo de mentiras nas mídias viraram assunto comum no cotidiano. A principal causa disso é a sensação de imunidade à punição de quem cria esses boatos, escondendo-se atrás da segurança que o suposto anonimato gera, podendo prejudicar fatalmente, por exemplo, o ocorrido com uma moradora do Guarujá que foi acusada injustamente de sequestro infantil e linchada, vindo a óbito.

Outra explicação para as fake news é a ausência de conhecimento adequeado dos usuários, que acabam repassando-as de maneira rápida, sem conferir a veracidade delas. De acordo com o estudo “Iceberg Digital” da Kapersky, 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa.

Como resultado do desconhecimento da população e do desprovimento de ética, essas divulgações enganosas produzem necessidade de constante ceticismo em relação ao que chega. Sendo assim, é imprescindível que a Secretaria Especial de Comunicação Social propague em todos os meios comunicativos, inteirando o povo sobre esses perigos, a importância e formas de combatê-los, levando esclarecimento. Além disso, é importante que o Ministério da Justiça e Segurança Pública crie um órgão de regulamentação de crimes cibernéticos, com foco para a investigação e punição sobre notícias falsas, visando diminuir todo o transtorno que essa adversidade acarreta.