Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 08/04/2020
Com a consolidação da internet e a massificação das redes sociais, houve uma maior flexibilidade do ramo jornalístico, contribuindo para o acesso à informação. Entretanto, nesse mesmo viés, também facilitou a dinâmica do compartilhamento de notícias falsas ou distorcidas. Diante disso, é válido atentar-se aos riscos que a disseminação de fake news podem trazer a sociedade, como o movimento antivacina e o uso dessas informações na publicidade, para atender a respectivos interesses políticos ou econômicos.
Evidentemente, quando o capitalismo foi inserido em sociedade houve o crescimento da publicidade para contribuir na mercantilização da conjuntura social, se apropriando inclusive de fake news como um de seus recursos. Assim, é comum observar que em tempos de eleições as propagandas de determinados posicionamentos se apropriem de notícias falsas e disseminem em redes sociais para atingir o objetivo político, gerando na população descrença no outro grupo e assim favorecendo-os. Da mesma forma, propagandas infantis também podem se apossar desse panorama para ditar seus produtos e fazer crianças acreditarem que é realmente necessário, visto que são vulneráveis de pensamento crítico.
Além disso, com o alastramento desses dados desvirtuados, algumas coletividades utilizam para promover movimentos que interferem diretamente na sociedade, como o movimento antivacina. Como era dito por Platão, no mito da Alegoria da Caverna, as pessoas ficam presas em seus próprios sentidos, distorcendo a verdade; uma vez que, os indivíduos que julgam restringir as vacinas faz bem as crianças, estão apenas expondo a uma maior vulnerabilidade a tais doenças, além de retornar doenças já erradicadas, o caso da varíola.
Em suma, é indispensável salientar os danos de divulgação de fake news causadas na sociedade. Assim, cabe o Ministério da Saúde publicar e disseminar as verdadeiras informações acerca da saúde humana e do uso de vacinas, para conseguir acabar com o movimento que promove não utilizá-la. Ademais, é dever dos indivíduos averiguar o contexto e as informações que a mídia jornalística publica e do Estado a punição àquelas que viabilizar essas notícias, livrando os cidadãos de males futuros.