Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 11/04/2020

Durante a Guerra Fria, houve um significativo avanço das tecnologias, o qual beneficiou a humanidade de forma imensurável. Um dos principais benefícios diz respeito à comunicação, revolucionada com a internet. Sob esse prisma, a internet possibilita o intercâmbio de informações de forma instantânea e independente da localização. No entanto, essa facilidade também viabilizou a disseminação de mentiras, as quais representam um importante problemática, já que podem manipular a população, além de promover a desinformação.

Diante disso, a internet é um importante fator na difusão de mentiras. Com a criação das mídias informativas online, como as redes sociais, a internet se tornou o principal meio de busca de informações. No entanto, parte das notícias são compartilhadas por fontes não confiáveis, onde não há um respaldo da verdade, e por jornais sensacionalistas, que buscam moldar a população acerca de algo, e acabam sendo disseminadas pelos sujeitos que não tem conhecimento sobre a checagem de fontes e a manipulação da mídia. Um exemplo disso é a disseminação de falsas receitas que supostamente previnem contra a Covid-19, como o chá de abacate com hortelã. Dessa forma, a amplitude da internet e a baixa capacidade crítica do corpo social fazem com a repetição dessas mentiras seja facilitada.

Por conseguinte, a desinformação da população é fomentada. Por não saber diferenciar o verdadeiro do falso, os cidadãos compartilham informações incorretas e, assim, podem ser manipulados a aderir a algum conceito por essas notícias falsas. Um exemplo disso é uma pesquisa pseudocientífica de 1998 que dizia que o autismo era causado pela vacinação corriqueira de crianças. Apesar de ser desmentida pela comunidade científica, essa pesquisa fomentou o movimento antivacina, o qual perdura até os dias atuais e impede a vacinação de muitas crianças. Desse modo, as mentiras compartilhadas na internet podem promover a manipulação e desinformação da população.

É evidente, portanto, que a disseminação de mentiras é um problema e deve ser combatida pelo Estado. Logo, é de fundamental importância que o Ministério da Educação crie campanhas publicitárias em redes sociais, como o Facebook, as quais devem instruir os cidadãos a não acreditarem e compartilharem informações falsas. Isso deve ser feito por meio de infográficos que mostrem a importância de chegar a veracidade da fonte primária da notícia, além de mostrar que o sensacionalismo dos meios de informação busca, muitas vezes, não a disseminação da verdade, mas a manipulação da sociedade. Somente assim, por intermédio da iniciativa estatal, a população aprenderá a diferenciar o falso do verdadeiro e, assim, a desinformação e manipulação dos cidadãos terá fim.