Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 16/04/2020

No século XX, houve a publicação de um artigo por meio de um médico britânico sobre a vacina tríplice viral. Nessa matéria, o mesmo afirmava que crianças com autismo desenvolveram o distúrbio neurológico após receberem uma dose da vacina. Assustados, os pais pararam de imunizar os filhos, colocando em risco sua saúde. Pouco tempo depois, foi descoberto que o doutor era na verdade um vigarista que logo foi afastado da profissão. Apesar de parecer distante, a disseminação de mentiras e boatos se faz presente nos dias atuais, apresentando risco a quem consome essas informações, uma vez que sua propagação toma proporções alarmantes por ocorrer principalmente nas mídias sociais.

É inegável o fato de que, notícias falsas podem interferir em diversas esferas da sociedade, além disso, são utilizadas como ferramentas para reforçar pensamentos e disseminar ódio. A principio viralizam com manchetes chamativas que tem o intuito de atrair acessos ao perfil, possuindo textos rasos e baseados em opiniões populares ou próprias. E é aí que nasce o problema, a maioria desses supostos leitores não pesquisam a veracidade dessas matérias. Por conseguinte, acabam se tornando vítimas das famosas “fake news”.

Segundo um experimento proposto pela BBC, que contava com um jornalista que passou sete dias acompanhando duzentos e setenta e dois grupos políticos no whatsapp, as notícias falsas espalhadas durante as eleições apresentaram grandes influências em seus resultados, uma vez que, a grande maioria dos eleitores acabavam compartilhando links, vídeos, áudios e fotos descontextualizados, e não checavam a veracidade desses links e acabavam repassando para parentes e amigos, dando início a um ciclo de mentiras.

Em síntese, faz se necessário a ação direta por meio do diálogo por parte dos pais, para que crianças e jovens entendam os riscos e os problemas causados pelas fake news e aprendam a investigar a veracidade das informações que recebem por meio das mídias sociais. Cabe também, ao mistério da educação, escolas e universidades realizar cursos e palestras sobre como evitar e desmascarar inverdades. Evitando assim, o ciclo vicioso de notícias falsas e a desinformação.