Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 11/04/2020

A internet trouxe uma série de benefícios para a população, como o acesso a várias notícias em um curto intervalo de tempo. Porém, ao se analisar o atual quadro da utilização da internet como meio de compartilhar mentiras e boatos, nota-se que a população está tornando maléfica o uso de tal meio comunicativo; seja pela falta de consciência a respeito das consequências do compartilhamento de mentiras, seja pelo desconhecimento da existência de “fake news”.

A priori, está a população que acredita cegamente e não apura a veracidade das informações. O cidadão desconhece as consequências de um compartilhamento de notícias falsas. Foi relatado na mídia, como consequência da propagação de uma notícia falsa, o falecimento de uma mulher paulista, que foi espancada e morta pelos cidadãos locais, por ter sido supostamente confundida com uma sequestradora de crianças. Casos como esse evidenciam a urgência de conscientizar a população a respeito do compartilhamento de notícias falsas.

Em segunda instância está o cidadão que , em muitos casos, desconhece a existência de “fake news”.Para a maioria dos brasileiros, a internet é um meio de entretenimento para recompensar a jornada exaustiva de trabalho.Assim,não terão a seriedade para averiguar se aquilo que estão compartilhando seja verdadeiro.Dessa forma, muitos encaram as notícias que veem nesse meio como verdadeiras, por se mostrarem como tal, e não acreditam que a circulação de mentiras na internet seja real. Tal como na brincadeira infantil “Telefone sem fio”, uma mensagem é passada pelos participantes de modo que no final, o último, na maioria das vezes, tem uma mensagem completamente diferente daquela que o primeiro compartilhou. Diante do exposto, o cidadão precisa ter conhecimento da circulação de “fake news”.

Em suma, medidas são necessárias para se resolver o impasse. Cabe ao Governo capacitar a população por meio de palestras que ensinem ao cidadão o quão nocivo é o compartilhamento de noticias duvidosas, incentivando o trabalhador a sempre verificar as fontes antes do compartilhamento para evitar a propagação de mentiras na internet. Além disso, cabem as Escolas conscientizar os alunos e a comunidade por meio de minicursos que mostrem que as “fake news” estão disseminadas no meio digital; para que o compartilhamento não seja mais de mentiras, mas de alerta a respeito dessa lamentável verdade.