Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 02/04/2020
Durante a segunda metade do século XX, uma famosa revista sobre saúde na época, divulgou um artigo pseudocientífico que associava uma possível ligação do aumento do número de crianças com autismo e a vacina da tríplice viral. Ainda que, por mais que essa publicação tenha sido fortemente combatida pela comunidade científica, acabou servindo para o fortalecimento do movimento antivacina, que já existia desde 1904. Sob esta perspectiva, é possível evidenciar o grande perigo do despreparo da sociedade frente os novos meios de comunicação e suas consequências.
Em primeira análise, é importante patentear, que por volta do ano de 1950, o mundo sofria o que hoje ficou conhecido como revolução Tecno-Científico-informacional. Desse modo, por meio das novas tecnologias, as comunicações e informações foram sendo transmitidas socialmente com mais facilidade, crescendo em uma escala tão globalizada que a própria sociedade não a acompanhou e acabou gerando problemas estruturais.
Nessa linha de raciocínio, de acordo com o sociólogo Zigmunt Bauman, nenhum dos moldes sociais é quebrado sem que fosse substituído por outro, no sentido em que, por mais que as tecnologias tenham facilitados a vida das pessoas, trouxe ou mesmo tempo, diversas consequências negativas. Assim, a falta de certeza da veracidade de notícias, aumento de fraudes e boatos, mídias sensacionalistas, por exemplo, tem formado cada vez mais, uma sociedade que não apura e acredita em qualquer nota em forma de notícia.
Portanto, são necessárias medidas capazes de uma amenização dessa problemática. Para tanto, espera-se do Poder Executivo Federal, por meio de verbas governamentais, a criação de propagandas publicitárias, que tenham como finalidade evidenciar o perigo da disseminação de notícias falsas, incentivando o leitor a buscar sempre uma apuração mais aprofundada antes de seus compartilhamentos. Somente assim, será possível evitar a falta de senso crítico e a propagação de informações falsas, assim vistas no movimento antivacina.