Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
No seriado americano " Todo mundo odeia o Chris", Ciris provoca um grande pânico no bairro onde mora após escrever para o jornal da escola uma manchete falsa sobre um suposto assassino a solta na cidade. Fora da ficção, observa-se, na atualidade, realidade semelhante à abordada no seriado: indivíduos pouco informados e até mesmo mal intencionados, utilizam-se da internet para divulgar notícias falsas. Com o crescente compartilhamento das chamadas “Fake News”, surgem riscos como a manipulação política e a proliferação do caos social, evidenciando assim a necessidade de uma abordagem critica sobre a problemática e de buscar meios para soluciona-la.
Em primeira análise, é importante abordar a manipulação política como um dos principais riscos vinculados à divulgação de informações inverídicas na internet. Segundo o escritor George Orwell, as mídias dominam as massas. Tal perspectiva pôde ser observada durante as eleições americanas de 2016: o compartilhamento, nas mídias virtuais, de notícias sensacionalistas e mentirosas a respeito de um dos candidatos participantes da eleição, dominou a população e agrediu a seriedade do processo democrático. Dessa forma, observa-se que a sociedade é manipulada negativamente pelas “fake news” e passa a tomar decisões sem base critica, mas manipulada pelo sensacionalismo virtual das mídias, como previsto por Orwell.
Ademais, outro sério risco ocasionado pelo compartilhamento de mentiras na internet é a proliferação do caos social. Isso porque, frequentemente são lançadas nas mídias digitais informações falsas que assustam e revoltam a população. Exemplo disso, tem-se o caso criminal “Escola base”, no qual a sociedade revoltou-se fortemente contra um renomado colégio paulista que foi fechado após circular entre a população notícias falsas sobre supostos abusos sexuais ocorridos na escola. Como consequência da divulgação de inverdades, observou-se a falência de profissionais sérios e o desenvolvimento de problemas psicológicos nos funcionários que foram acusados injustamente.
Fica evidente portanto, a necessidade de um debate a nível nacional sobre o tema. No Brasil, cabe aos ministérios da educação e tecnologia estabelecerem soluções para a problemática. Para isso, a implantação de palestras escolares, voltadas para alunos e familiares, que abordem as “Fake News” e seus riscos, com a finalidade de orientar os brasileiros é fundamental. além disso, a formação de parcerias entre o ministério da tecnologia e as delegacias de crimes cibernéticos, a fim de identificar e punir sites sensacionalistas e mentirosos é indispensável. Dessa forma, será possível garantir um Brasil livre dos riscos causado pela divulgação de notícias falsas e assegurar que tenções sociais motivadas por informações inverídicas, como abordado em “Todo mundo odeia Chris” fiquem apenas na ficção.