Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 10/04/2020
Há alguns anos, o ato de se informar tinha por base a leitura de jornais, ou, mais recente, ser telespectador de uma rede de televisão. Todavia, o advento da internet trouxe à tona o compartilhamento de informações, dando espaço à troca de conteúdos falsos, conhecidos como “fake news”. O impacto, por conseguinte, vai além de meros boatos, perpassam por crises na saúde pública e afetam, também, grandes empresas e suas relações.
A priori, cabe ressaltar a facilidade que o meio virtual proporcionou à sociedade, visto que há a possibilidade de consumir vários conteúdos ao mesmo tempo e, ainda, ter acesso à notícias em tempo real. Contudo, com o objetivo de causar histeria e prejuízo, algumas pessoas criam notícias falsas e sensacionalistas que fazem a população acreditar. Um grande exemplo se dá através de um artigo, publicado em 1998, sobre a associação de vacinação a autismo, essa notícia ganhou repercussão na internet e vem sendo desmentida desde então. A consequência, infelizmente, é o crescimento do movimento anti-vacina e o retorno de doenças já erradicadas.
Além do impacto na saúde pública e embates sociais diversos, as multinacionais são afetadas, rotineiramente, com boatos que ferem a ética e a higiene. É necessário salientar que a internet não é uma terra sem lei, e, dessa forma, assim como compartilhar fake news afeta a vítima de uma forma grandiosa, quem promove essas mentiras também pode sofrer consequências. Esse fato é retratado numa notícia sobre ter sido encontrados pelos de rato em latas de coca-cola, o resultado foi uma força-tarefa para desmentir tal afirmação e, por fim, culpar os responsáveis pelo ataque à empresa.
Observa-se, portanto, que espalhar mentiras e boatos causam impactos grandiosos na sociedade. Para reverter esse cenário, é necessário que o Estado, na forma do Ministério da Educação, utilize da mídia para instruir a população em como identificar uma notícia inverídica. enfatizando sobre ter atenção a títulos sensacionalistas e, principalmente, se a fonte da reportagem é confiável. Assim, espera-se diminuir a propagação de notícias caluniosas pelo Brasil.